Duas vezes por ano, uma parte do planeta adianta os relógios e outra discute se vale a pena continuar. O mapa do horário de verão (DST) tem encolhido há uma década: em 2025, menos países observam a prática do que em 2015, e as conversões de horário entre o Brasil e o resto do mundo mudam por causa disso.
Quem continua usando no ciclo 2025/2026
- América do Norte: boa parte dos Estados Unidos e do Canadá ainda adianta os relógios em março e os atrasa em novembro, seguindo o padrão do segundo domingo de março ao primeiro domingo de novembro.
- Europa: a União Europeia mantém o horário de verão — no último domingo de março e no último domingo de outubro (ou a data equivalente conforme o calendário do ano) — apesar de um debate que se arrasta há anos sobre acabar com a prática.
- Hemisfério sul: Chile, Paraguai, Uruguai e parte da Austrália (Nova Gales do Sul, Vitória, Tasmânia) mudam os relógios em setembro/outubro e os devolvem em março/abril, em ciclo oposto ao do hemisfério norte.
Quem saiu do jogo
- Brasil: suspenso desde 2019.
- México: aboliu o DST para a maior parte do país em 2022, mantendo prática própria apenas na fronteira com os Estados Unidos.
- Turquia: deixou de alternar em 2016 e permanece em horário fixo.
- Rússia: fixou o horário sem mudanças sazonais desde 2014.
- Outros: Namíbia, Marrocos e Jordânia, entre outros, também abandonaram ou fixaram a prática nos últimos anos.
O que isso muda nas conversões
Cada país que desiste do DST torna a diferença de horário mais estável — e cada país que mantém, menos previsível. Com o Brasil fixo em UTC-3, a diferença para Nova York é de 1 ou 2 horas conforme a estação americana; para Londres, de 3 ou 4; para Sydney, de 13 ou 14 conforme o verão australiano. Quem marca reuniões internacionais precisa dessas duas janelas na ponta do lápis, principalmente em março e outubro, quando vários países grandes mudam juntos.
A tendência
Do lado do hemisfério norte, há projetos de lei para fixar o horário — mas, até o fim de 2025, nenhuma mudança entrou em vigor nos grandes mercados. A recomendação prática continua a mesma: nunca presuma a diferença "de cabeça" entre fevereiro e abril, e valide a hora atual da outra cidade no dia do evento com uma ferramenta ao vivo.